Introdução
Caro(a) estudante, quando pensamos em criatividade e inovação, logo nos lembramos dos artistas e das áreas de artes plásticas, artes cênicas, publicidade, propaganda etc.
Dito isso, qual é o sentido de estudar um tema tão específico, considerando que a criatividade é um soft skill (habilidade), e não um hard skill (competência), ou capacitações técnicas? Pois esse é exatamente o ponto que queremos abordar. A criatividade é uma metodologia, uma habilidade exigida em todos os mercados. Assim, é importante que você a compreenda por meio de cursos como este que apresentamos agora.
Bons estudos!
A Criatividade e a Inovação – Cultura e Gestão da Inovação
Sempre ouvimos falar de criatividade e de inovação, mas nada comparado aos dias de hoje. Vivemos em um mundo em constante transformação, em que paradigmas são quebrados a todo minuto. O que antes era considerado “normal”, hoje parece “absurdo”. Assim, devemos entender os caminhos que decidimos trilhar, tentando sempre inovar. Quando o caminho se torna difícil, é necessário torná-lo mais fácil e melhor. Mas, se ele já for bom, que tal torná-lo ótimo?
Conceito de Criatividade
Quando analisamos o conceito de criatividade, encontramos no dicionário algo como “qualidade da pessoa criativa, de quem tem capacidade, inteligência e talento para criar, inventar ou fazer inovações na área em que atua; originalidade, capacidade de inventar, de criar, de compor a partir da imaginação” (CRIATIVIDADE..., [2020], on-line).
A partir desse pressuposto, temos a criatividade artística, pessoas geniais que, de alguma maneira, ultrapassam a fronteira do usual, do banal, sobressaindo-se em relação à ampla maioria comum. Isso nos leva a pensar em indivíduos que criam e inovam, por exemplo, alguém como Picasso, nas artes plásticas, ou Washington Olivetto, na publicidade, ou quem sabe Lady Gaga, no âmbito da música e das artes cênicas. Mas por que não pensamos também no gestor da empresa em que queremos trabalhar ou no CEO de um banco de investimentos?
Primeiramente, devemos desmistificar algumas ideias relacionadas à criatividade.
De acordo com Monteiro Jr. (2011), o psicólogo norte-americano Mel Rhodes foi um dos primeiros especialistas a perceber que a criatividade não diz respeito somente ao indivíduo, mas também à interação com o meio ambiente. “Surgia assim, em 1961, o modelo das quatro dimensões da criatividade: pessoa, produto, processo e ambiente (pressão)” (MONTEIRO JR., 2011, p. 7).
A criatividade não é nem deve ser vista como uma habilidade, um dom. Também não é necessário ser genial para ser criativo. A criatividade quebra paradigmas, mas nem sempre existe disruptura. Além disso, as boas ideias não nascem do nada; criatividade e inovação só são sinônimos no dicionário. Nesse sentido, a criatividade se dá no processo de formação de novas ideias; já a inovação é a metodologia de implementação dessas novas ideias, de acordo com as leis vigentes.
De maneira geral, por que percebemos que a criatividade flui melhor na infância? Talvez pelo simples fato de que as crianças não se importam se suas ações estão sendo julgadas ou não pelos outros. Na infância, estamos interessados em brincar, em transformar as coisas ao nosso redor, tornando o mundo mais atraente e relevante.

Fonte: Acervo pessoal da autora.
Devemos falar também que existem limites para que coloquemos nossa criatividade em ação, por exemplo: a verba que temos para gastar; a pressão ao nosso redor etc. As pessoas criativas não precisam ser necessariamente exóticas ou extravagantes, muito menos gênios solitários. Por fim, a criatividade está em toda parte, não apenas em empresas de alta tecnologia ou agências publicitárias.
No geral, as pessoas criativas são mais curiosas, mais vorazes por qualquer tipo de leitura, nem que seja a bula de remédio. Por outro lado, sabemos que alguns obstáculos afetam o poder de desenvolver grandes ideias. A seguir, vamos analisar esses empecilhos.
As Principais Barreiras que Afetam a Criatividade
Em sociedades conservadoras, há a tendência de proteger as tradições e de limitar a quebra de paradigmas, dando maior ênfase a projetos já existentes. Imagine-se trabalhando em uma empresa onde o lema é o seguinte: “Não se mexe em time que está ganhando”. Qual é a vantagem de ser uma pessoa criativa nesse contexto? Portanto, se você deseja ser inovador, não procure lugares “engessados” para a formação e o desenvolvimento de sua carreira.
Ainda, se você deseja atuar com criatividade, não se preocupe com detalhes excessivos no processo de geração de novas ideias. Além disso, não tenha grande dependência de outras pessoas, mas lembre-se: o trabalho em grupo, mesmo que seja virtual, a distância, pode trazer ótimos resultados.
A criatividade não pode ser inibida por aquilo que os outros pensam ou pensarão sobre você, ou seja, não tenha medo de ser quem você é. Steve Jobs, fundador da Apple, não seria o que foi se tivesse medo do que as pessoas pensariam sobre ele.
No fim do ano passado, do outro lado do planeta, uma pandemia tomou conta das nossas vidas, a chamada Covid-19. Esse fato fez com que todos nós tivéssemos de nos reinventar. As pessoas com mais criatividade, que exercem mais esse skill, saíram na frente, com mais vantagem. O que fazer e como?
A criatividade está sendo abordada aqui como algo que se aprende, que podemos desenvolver. Para tanto, existem técnicas para nos tornarmos pessoas mais criativas. A seguir, continuaremos a enumerar as barreiras que podem atrapalhar nosso desenvolvimento criativo.
Assim como citamos o medo de receber críticas e a preocupação excessiva com detalhes, a satisfação e a rejeição prematuras podem ser barreiras à criatividade. Dessa forma, não se dê por satisfeito de imediato. Também não desista de cara. Procure analisar o que mais poderia ser feito para que algo que você esteja desenvolvendo seja bem-recebido.
Durante o processo criativo, podemos até deixar que a motivação em excesso trabalhe, pois, dessa maneira, esgotamos todas as possibilidades. No entanto, no momento da gestão da inovação, muitas vezes o lema less is more (“menos é mais”) funciona perfeitamente bem.

Fonte: Zackery Blanton / 123RF.
Lembre-se de que, segundo Picasso, o maior inimigo da criatividade é o bom senso. Neste momento, então, pedimos que você, aluno(a), tente dissolver alguns pré-conceitos e aproveite a chance de “não ter bom senso”.
O Conceito de Inovação
Não é de hoje que muitas pessoas confundem criatividade com inovação. São conceitos diferentes que se integram. Segundo o Dicionário Online de Português, a palavra “inovação” significa “ação ou efeito de inovar, novidade; aquilo que é novo; o que apareceu recentemente” (INOVAÇÃO…, [2020], on-line).
Outra confusão é que de, certa maneira, somos levados a pensar que a inovação está ligada necessariamente a tecnologias eletrônicas e digitais. No entanto, o simples fato de lecionar “fora” dos padrões tradicionais, por exemplo, faz com que você inove na maneira por meio da qual os alunos aprendem.
De certo modo, a criatividade diz respeito a pensar coisas novas. Por sua vez, a inovação significa fazer coisas novas, está ligada à execução de um novo produto, ou até mesmo a melhorar o que já existe (serviços, processos de trabalho, relacionamentos entre pessoas, grupos, empresas etc.).






