Introdução
Caro(a) estudante, já parou para se perguntar quais são as novidades no meio tecnológico? Por que tantas inovações se apresentam a cada dia, a cada momento? Como podemos dar conta de tanta informação?
Enquanto você está estudando, várias inovações surgem e devemos estar atentos(as) àquilo que deve ser mais valioso para nós, ou seja, o que melhor vai nos servir em nossas vidas profissionais e pessoais.
A criatividade, sendo uma dos skills mais procuradas para a colocação de uma posição profissional, gera ideias que podem ou não ser utilizadas no processo de inovação e adoção de inovações.
Portanto, prepare-se, pois adentraremos a esse mundo, trazendo novidades e informações para que você possa se organizar na sua vida profissional ou, até mesmo, pessoal.
Tecnologia e Criatividade
O que sabemos sobre tecnologia e criatividade? Quais são os protocolos de inovação no Sistema Nacional de Inovação? Atualmente, contamos com um cenário mundial onde a inovação é fator primordial para que as nações se desenvolvam, bem como tenham uma maneira mais igualitária de competir no mercado. Utilizar recursos finitos deixa de ser uma característica bem vista no mercado global. A ordem é sustentabilidade: empregar os recursos existentes da melhor maneira possível, sem pôr um fim a eles, de modo a agregar valor ao produto ou serviço, sendo a inovação a responsável pelo sucesso.
Assim, cada país atua de uma maneira diferente na regulação de suas instituições, ao proporcionar planejamentos para a consolidação da inovação, tornando-se a peça chave para o desenvolvimento.
Sistema Nacional de Inovação
O Sistema Nacional de Inovação (SNI) tem basicamente como função difundir novas tecnologias, sejam elas financiadas pelos setores públicos ou privados, porém que definam a habilidade de gerar inovação.
De acordo com a Anpei (2019), para que esse sistema seja exato, é necessária a participação do governo, das universidades e das empresas. O governo deve incrementar o mercado de inovações por meio de políticas públicas; já as Universidades, por intermédio de pesquisas acadêmicas, e as empresas devem, por sua vez, investir e transformar conhecimento em produtos.
Ou seja, o tripé formado pelo governo, universidades (educação) e empresas tem a responsabilidade de trabalhar em conjunto para engrandecer e trocar informações sobre as inovações no país.

Fonte: lightfieldstudios / 123RF.
Apesar de sabermos que alguns países são tecnologicamente muito mais avançados do que o Brasil, temos procurado investir em políticas públicas e privadas que estimulam e incentivam a inovação. Em relação às políticas públicas, elas vêm na forma de deduções tributárias, financiamento ou subsídio de projetos e incentivos fiscais.
Ainda segundo a Anpei (2019), um dos maiores desafios que o sistema de inovação tem é em relação às estruturas e aos padrões de cada especialização, pois existe uma atraso histórico no que tange aos países desenvolvidos. Trata-se de um desafio para disseminar o conhecimento e outro para transformar o setor produtivo por meio da inovação.
Não podemos e, certamente, nem devemos nos comparar a países como Alemanha, Japão e Estados Unidos, que são mais estruturados em relação aos incentivos às inovações. Mesmo contando com pessoas e empresas que gostariam de se equiparar, ainda assim, demonstraremos que estamos engatinhando perante a esses outros países, que contam com a mais alta tecnologia e incentivo às pesquisas científicas.
Ainda temos uma infraestrutura extremamente aquém e precária na ciência e na tecnologia, trazendo baixos resultados no desempenho econômico. Isso é reflexo da industrialização tardia na nossa história e atraso na criação de instituições de pesquisas acadêmicas. Porém, algumas empresas têm se mostrado a favor da adoção de inovações e tendem a aumentar os investimentos nesses processos. Somente dessa maneira é que conseguiremos um patamar mais coerente com o mercado globalizado.
Tecnologia e Criatividade
Discutir acerca de tecnologia e criatividade exige que, primeiramente, abordemos um pouco sobre tecnologia. O que lhe vem à cabeça quando usamos esse termo? Talvez, uma plataforma usada para telecomunicações ou um aplicativo que possibilite a levar o seu cachorro ao veterinário, porém, de alguma forma, técnicas utilizadas em seus devices (dispositivos) eletrônicos, por exemplo, os smartphones, os tablets etc.
De acordo com Jung (2009, p. 3):
Tecnologia é a aplicação do conhecimento científico às propriedades da matéria e da energia, de forma a serem desenvolvidos novos produtos e processos destinados a reduzir o esforço humano.
Nesse sentido, a tecnologia nada mais é do que a técnica, o método que usamos para transformar algo.
Voltemos no tempo. Imagine que estamos nos anos 1500. Em plena época do Alto Renascimento, surge um personagem conhecido da História da Humanidade e, por meio de observações e pesquisas, inovou, inventou vários objetos que não se encaixavam na época em que viveu. Leonardo Da Vinci (1452-1519) foi, antes de tudo, um visionário, mas atuou como pintor, escultor, inventor, matemático, engenheiro, anatomista, arquiteto, botânico, poeta e músico. Um verdadeiro inovador para sua época.

Fonte: Konstantin Petrov / 123RF.
Poderíamos imaginar que um helicóptero foi projetado nesse período? Sua criatividade pode levar a esse projeto, porém a tecnologia da época não deixou sair do papel ou do protótipo. Essa estrutura, denominada parafuso helicoidal, foi projetada em 1493, o que prenunciou em 450 anos a invenção do helicóptero. Sua criatividade pôs a prova toda a tecnologia existente na época.
FIQUE POR DENTRO
O Jogo da Imitação
Alan Turing, um matemático britânico, desenvolveu uma máquina capaz de decodificar os mais altos segredos criptografados dos alemães durante a 2ª Guerra e, com isso, saber quais seriam as novas táticas adotadas pelos nazistas, sendo indispensável para a derrota alemã. Com essa máquina, Turing foi um dos precursores dos computadores modernos, formalizando o conceito de algoritmo. Fique por dentro consultando o trailer do filme “O Jogo da Imitação” e conheça mais sobre a história em: https://youtu.be/YIkKbMcJL_4. Acesso em: 21 jul. 2020.
Para Arruda (2017, p. 5): “Projetar um artefato pode parecer uma operação simples, porque são os vínculos tecnológicos e produtivos que condicionam o resultado final”. Isso nos leva a entender o quanto necessitamos embasar nossa pesquisa para criar um produto ou serviço ao inovar aquilo que já existe ou que seja totalmente novo.
Assim, ouse o máximo que puder enquanto estiver na fase de geração de ideias e pesquise tudo o que for necessário para que sua ideia seja aplicável. Muitas vezes, as boas ideias vêm justamente dos usuários e não necessariamente de grandes indústrias.
















