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Unidade 3


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Introdução

Caro(a) estudante, já parou para se perguntar quais são as novidades no meio tecnológico? Por que tantas inovações se apresentam a cada dia, a cada momento? Como podemos dar conta de tanta informação?  

Enquanto você está estudando, várias inovações surgem e devemos estar atentos(as) àquilo que deve ser mais valioso para nós, ou seja, o que melhor vai nos servir em nossas vidas profissionais e pessoais.

A criatividade, sendo uma dos skills mais procuradas para a colocação de uma posição profissional, gera ideias que podem ou não ser utilizadas no processo de inovação e adoção de inovações.

Portanto, prepare-se, pois adentraremos a esse mundo, trazendo novidades e informações para que você possa se organizar na sua vida profissional ou, até mesmo, pessoal.

Tecnologia e Criatividade

O que sabemos sobre tecnologia e criatividade? Quais são os protocolos de inovação no Sistema Nacional de Inovação? Atualmente, contamos com um cenário mundial onde a inovação é fator primordial para que as nações se desenvolvam, bem como tenham uma maneira mais igualitária de competir no mercado. Utilizar recursos finitos deixa de ser uma característica bem vista no mercado global. A ordem é sustentabilidade: empregar os recursos existentes da melhor maneira possível, sem pôr um fim a eles, de modo a agregar valor ao produto ou serviço, sendo a inovação a responsável pelo sucesso.  

Assim, cada país atua de uma maneira diferente na regulação de suas instituições, ao proporcionar planejamentos para a consolidação da inovação, tornando-se a peça chave para o desenvolvimento.

Sistema Nacional de Inovação

O Sistema Nacional de Inovação (SNI) tem basicamente como função difundir novas tecnologias, sejam elas financiadas pelos setores públicos ou privados,  porém que definam a habilidade de gerar inovação.

De acordo com a Anpei (2019), para que esse sistema seja exato, é necessária a participação do governo, das universidades e das empresas. O governo deve incrementar o mercado de inovações por meio de políticas públicas; já as Universidades, por intermédio de pesquisas acadêmicas, e as empresas devem, por sua vez, investir e transformar conhecimento em produtos.

Ou seja, o tripé formado pelo governo, universidades (educação) e empresas tem a responsabilidade de trabalhar em conjunto para engrandecer e trocar informações sobre as inovações no país.

Figura 3.1 - Tecnologia avançada - alunos estudam por meio de realidade aumentada
Fonte: lightfieldstudios / 123RF.

Apesar de sabermos que alguns países são tecnologicamente muito mais avançados do que o Brasil, temos procurado investir em políticas públicas e privadas que estimulam e incentivam a inovação. Em relação às políticas públicas, elas vêm na forma de deduções tributárias, financiamento ou subsídio de projetos e incentivos fiscais.

Ainda segundo a Anpei (2019), um dos maiores desafios que o sistema de inovação tem é em relação às estruturas e aos padrões de cada especialização, pois existe uma atraso histórico no que tange aos países desenvolvidos. Trata-se de um desafio para disseminar o conhecimento e outro para transformar o setor produtivo por meio da inovação.

Não podemos e, certamente, nem devemos nos comparar a países como Alemanha, Japão e Estados Unidos, que são mais estruturados em relação aos incentivos às inovações. Mesmo contando com pessoas e empresas que gostariam de se equiparar, ainda assim, demonstraremos que estamos engatinhando perante a esses outros países, que contam com a mais alta tecnologia e incentivo às pesquisas científicas.

Ainda temos uma infraestrutura extremamente aquém e precária na ciência e na tecnologia, trazendo baixos resultados no desempenho econômico. Isso é reflexo da industrialização tardia na nossa história e atraso na criação de instituições de pesquisas acadêmicas. Porém, algumas empresas têm se mostrado a favor da adoção de inovações e tendem a aumentar os  investimentos nesses processos. Somente dessa maneira é que conseguiremos um patamar mais coerente com o mercado globalizado.

Tecnologia e Criatividade

Discutir acerca de tecnologia e criatividade exige que, primeiramente, abordemos um pouco sobre tecnologia. O que lhe vem à cabeça quando usamos esse termo? Talvez, uma plataforma usada para telecomunicações ou um aplicativo que possibilite a levar o seu cachorro ao veterinário, porém, de alguma forma, técnicas utilizadas em seus devices (dispositivos) eletrônicos, por exemplo, os smartphones, os tablets etc.

De acordo com Jung (2009, p. 3):

Tecnologia é a aplicação do conhecimento científico às propriedades da matéria e da energia, de forma a serem desenvolvidos novos produtos e processos destinados a reduzir o esforço humano.

Nesse sentido, a tecnologia nada mais é do que a técnica, o método que usamos para transformar algo.

Voltemos no tempo. Imagine que estamos nos anos 1500. Em plena época do Alto Renascimento, surge um personagem conhecido da História da Humanidade e, por meio de observações e pesquisas, inovou, inventou vários objetos que não se encaixavam na época em que viveu. Leonardo Da Vinci (1452-1519) foi, antes de tudo, um visionário, mas atuou como pintor, escultor, inventor, matemático, engenheiro, anatomista, arquiteto, botânico, poeta e músico. Um verdadeiro inovador para sua época.

Figura 3.2 - Helicóptero projetado por Leonardo Da Vinci
Fonte: Konstantin Petrov / 123RF.

Poderíamos imaginar que um helicóptero foi projetado nesse período? Sua criatividade pode levar a esse projeto, porém a tecnologia da época não deixou sair do papel ou do protótipo. Essa estrutura, denominada parafuso helicoidal, foi projetada em 1493, o que prenunciou em 450 anos a invenção do helicóptero. Sua criatividade pôs a prova toda a tecnologia existente na época.

FIQUE POR DENTRO

O Jogo da Imitação

Alan Turing, um matemático britânico, desenvolveu uma máquina capaz de decodificar os mais altos segredos criptografados dos alemães durante a 2ª Guerra e, com isso, saber quais seriam as novas táticas adotadas pelos nazistas, sendo indispensável para a derrota alemã. Com essa máquina, Turing foi um dos precursores dos computadores modernos, formalizando o conceito de algoritmo. Fique por dentro consultando o trailer do filme “O Jogo da Imitação” e conheça mais sobre a história em: https://youtu.be/YIkKbMcJL_4. Acesso em: 21 jul. 2020.

Para Arruda (2017, p. 5): “Projetar um artefato pode parecer uma operação simples, porque são os vínculos tecnológicos e produtivos que condicionam o resultado final”. Isso nos leva a entender o quanto necessitamos embasar nossa pesquisa para criar um produto ou serviço ao inovar aquilo que já existe ou que seja totalmente novo.

Assim, ouse o máximo que puder enquanto estiver na fase de geração de ideias e pesquise tudo o que for necessário para que sua ideia seja aplicável. Muitas vezes, as boas ideias vêm justamente dos usuários e não necessariamente de grandes indústrias.

Criatividade, Economia e Finanças

Que tal relembrar um dos mitos da criatividade? Esse mito seria justamente sobre a necessidade de ser artista, gênio ou uma pessoa ligada às artes para ter criatividade.

Aqui, discutiremos sobre economia e finanças. Como podemos exercer a criatividade em ambientes corporativos? Como aplicá-la de forma  a inovar e fazer a empresa obter lucros? Será que é preciso ser um Beethoven para inovarmos?

SAIBA MAIS

A era da inovação aberta

Nesta palestra, Charles Leadbeater, jornalista britânico, conta-nos como alguns produtos são criados diretamente por seus usuários e não por grandes empresas que poderiam estar lucrando com um nicho de mercado que alcança milhões de dólares. As empresas, entretanto, ainda não se deram conta disso. Não há o incentivo para inovar, pois não identificaram a necessidade e a oportunidade.

Referente ao assunto, saiba mais consultando o seguinte endereço eletrônico: https://www.ted.com/talks/charles_leadbeater_the_era_of_open_innovation?utm_campaign=tedspread&utm_medium=referral&utm_source=tedcomshare. Acesso em: 17 jul. 2020.

No ano de 2008, o israelense Uri Levine, na companhia de seu sócio, o engenheiro Ehud Shabtai, fundaram o Waze, um aplicativo de navegação que difere de outros, pois fornece informação de trânsito de seus usuários, assim como é possível relatar acidentes no percurso, buracos na pista, posto com gasolina mais barata, entre outras informações.

Figura 3.3 - Aplicativo de navegação Waze
Fonte: MUHAMMAD FADHLI Adnan / 123RF.

Em junho de 2013, o Google comprou o Waze, um aplicativo de navegação por 966 milhões de dólares. Como isso foi possível? Um número bem significativo para a compra de um aplicativo. Mas quem ousaria sair de casa sem que o Waze estivesse ligado? Quantos vão viajar e usam esse aplicativo? Porém, outra questão surge: quantos de nós, aqui, já não sonhamos com a fundação de uma pequena startup, que fosse comprada por milhões de dólares? A cada dia, surgem inúmeras startups querendo ser a próxima Waze ou o próximo WhatApp do mundo.

Em relação a finanças, podemos citar a criatividade aparecendo em uma nova função do aplicativo de conversas WhatsApp, que aceitará transferências de dinheiro entre seus usuários. O WhatsApp Pay deve chegar ao Brasil até o final do ano de 2020 e já está sendo testado na Índia.

Inovação de Produtos e Serviços

Há alguns anos, se você desejasse viajar e conhecer novos lugares, necessariamente deveria reservar algum hotel ou pousada nesse destino. As opções de estadia eram vinculadas a esse modelo de negócios.

Figura 3.4 - Interface do aplicativo Airbnb
Fonte: baloon111 / 123RF.

Até que a plataforma de hospedagem on-line, Airbnb, mudou a nossa maneira de pensar e programar viagens. Começou com os jovens Brian Chesky, Joe Gebbia e Nathan Blecharczyk, os quais se viram frente a uma Conferência de Design em São Francisco, que lotou a rede hoteleira. Eles decidiram “alugar” colchões infláveis nos espaços vazios de seu apartamento de três dormitórios para as pessoas que ficariam sem opções para dormir e, ao mesmo tempo, poderiam oferecer um pequeno breakfast (café da manhã). É assim que começa a Airbed and breakfast – “airbed” significa “cama de ar” e “breakfast” equivale à expressão “café da manhã”, o que mais para frente se torna a Airbnb.

Segundo Gallagher (2018, p. 29):

Eles pensaram: por que não criar um bed and breakfast para a conferência com o espaço que estava sobrando no apartamento? Era um apartamento espaçoso de três quartos, então haveria a sala, a cozinha e um quarto inteiro. Eles podiam alugar um lugar barato para ficar e até oferecer o café da manhã - e podiam anunciar o apartamento nos blogs de design, pois eles sabiam que todos os participantes leriam.

Podemos pensar que essa era uma ideia um tanto bizarra, levando em consideração que estaríamos alugando um espaço dentro das nossas casas para pessoas totalmente estranhas e que isso poderia ser um risco. Porém, a startup deu resultado e, atualmente, é uma plataforma que vale em torno de 30 bilhões de dólares.

A criatividade vinda de três jovens, que precisavam de dinheiro para pagar o aluguel, juntou-se a necessidade de pessoas que precisavam viajar, mas que não dispunham de grandes valores.

Adoção de Inovações

A difusão de inovações tem sido uma das áreas mais identificadas com a comunicação social. Estudos revelam a importância da comunicação para que possamos compartilhar ideias, produtos e avanços sociais.

Sem difusão, as inovações não podem ser socializadas. Por esse motivo, faz-se necessário que seja feita uma socialização, a fim de auxiliar nos objetivos de organizações inovadoras, públicas ou privadas.

Figura 3.5 - Difusão de inovações
Fonte: faithie / 123RF.

Everett Rogers, autor de “Diffusion of Innovations”, faz uma menção sobre o conceito de difusão: “Difusão é o processo pelo qual uma inovação é comunicada por certos canais durante um certo tempo, dentre os membros de um sistema social” (ROGERS, 2003, p. 5, tradução nossa).

Ou seja, a difusão é uma característica específica de comunicação na qual a mensagem conduz uma nova ideia. É justamente por ter esse caráter que a ideia transmitida por meio da mensagem confere à difusão essa aura especial.

Destaca-se que há algumas características importantes para a adoção de inovação: “Difusão de inovações se dá por meio de vários canais de comunicação, e cada inovação tem uma maneira específica de ser transmitida ou fixada” (SANTOS, 2007, p. 4). Podemos verificar, no infográfico a seguir, as suas particularidades.

Difusão de inovações

123rf.com

Voluntariedade

O quanto o uso da inovação é percebida como voluntário e motivado por vontade própria.
Exemplo: a plataforma Workaway, uma plataforma que conecta o voluntário a um host, algumas horas de trabalho voluntário em troca de estadia e comida.

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Vantagem relativa

O quanto a inovação é percebida como sendo melhor do que aquele que está substituindo.
Exemplo: Uber em detrimento do táxi.

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Compatibilidade

O quanto a inovação é percebida como sendo consistente com os valores existentes, necessidades e experiência passada dos adotantes potenciais.
Exemplo: Airbnb - você como locador ou locatário de qualquer espaço ao redor do mundo.

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Imagem

O quanto que o uso da inovação é percebido como positivo para a imagem ou status do indivíduo em seu sistema social.
Exemplo: Linkedin, plataforma de rede social profissional.

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Facilidade de uso

O quanto a inovação é percebida como sendo difícil de usar.
Exemplo: aplicativos de bancos e investimentos.

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Demonstrabilidade dos resultados

O quanto os resultados do uso da inovação são tangíveis e fáceis de serem comunicados e observados.
Exemplo: Waze e seus usuários interagindo. 

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Visibilidade

O quanto é possível observar outros adotantes utilizando a inovação.
Exemplos: Loft e 5º andar, são plataformas que auxiliam a alugar seu imóvel. Diferentemente do Airbnb que serve para temporadas, essas plataformas, alugam por tempo muito maior, para morar e não apenas passar férias.

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Testabilidade

O quanto é possível experimentar o uso da inovação. Exemplo: frequência cardíaca monitorada por um smart watch (ainda não é 100% confiável).

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Lembre-se de que a difusão é o processo pelo qual uma inovação é comunicada e, ao ser compartilhada, a sociedade como um todo só tem a ganhar.  Não importa em qual canal seja feita essa comunicação: ela precisa ser compartilhada.

Aptidão e Papéis no Processo de Inovação

Recorrentemente, já ouvimos sobre a expressão “Gestão de Inovações”. Mas o que vem a ser isso? Como se constitui? Basicamente, a gestão da inovação envolve o gerenciamento de inovações e ideias de uma empresa.

Sabemos que a criatividade é a geração de ideias. A inovação se faz por intermédio de sua implementação. Saber buscar soluções para os problemas que se apresentam cotidianamente é criar uma cultura de inovação na sua vida profissional.  

Ainda de acordo com Rogers (2003, p. 12, tradução livre): “Uma inovação é uma ideia, prática ou objeto que é percebido como novo por um indivíduo ou outra unidade de adoção”.

Os meios de comunicação são importantes para uma possível adoção de inovação. Podemos afirmar que a comunicação entre pares flui mais fácil por terem características pessoais e sociais similares. Assim, a comunicação é mais efetiva em termos de assimilação de novas ideias, criação de certas atitudes e mudanças de comportamento, o que simboliza que o público-alvo fica mais fácil de ser atingido.

Além de várias áreas que já atuavam nas empresas, como marketing, vendas, financeiro, a área de inovação vem se somar a essas já existentes. É responsável pelos processos voltados à inovação, ganhando força, já que necessita se reinventar diariamente. Todavia, quais papéis ela representa na sua empresa?

Por serem diversos os tipos de inovação, tais como modelo de negócios, processo organizacional, de produto, de serviços, discutiremos somente sobre os principais.

  • Inovação de processos: aqui, a área deve agir para melhorar o desenvolvimento da empresa, tornando-a mais produtiva e rentável.
  • Inovação de produtos: o foco é oferecer um portfólio de produtos diferenciados.
  • Inovação de serviços: exatamente igual à inovação de produtos, porém oferece serviços que facilitam a vida do consumidor.

Estrutura e Cultura Organizacional para Inovação

Novidade versus Cultura de Inovação. Não devemos confundir os conceitos. Novidade sempre será uma coisa, um produto, até um conceito novo, original, singular. Já a cultura de inovação remete à implementação de ideias e novidades na empresa. Nem sempre é preciso uma novidade para gerar a cultura de inovações; muitas vezes, muda-se apenas a forma de pensar ou de produzir determinado produto que já estava sendo produzido.

A partir do exposto, devemos iniciar por discorrer sobre a “Nova Economia”, que é uma expressão criada por Michael J. Mandel, em 1996, Ph.D. em Economia pela Universidade de Harvard, assim que as chamadas empresas.com se estabeleceram e conseguiram prosperar, para descrever o fim da economia pautada e fincada na indústria, o que passou a se fixar na economia respaldada nos serviços.

Para tanto, foi necessário o desenvolvimento de novas tecnologias de informação e comunicação, ou seja, novas plataformas que sustentassem a nova forma de fazer negócios em um contexto de globalização. Apesar disso, muitas empresas tiveram seus planos de negócios equivocados, fazendo com que um número significativo dessas organizações desaparecesse.

REFLITA

A Nova Economia

Mesmo antes de qualquer indício de uma pandemia no ano de 2020 e suas consequências, Michael J. Mandel já preconizava uma grande queda na economia e, assim, cria uma situação correspondente entre o inchaço das grandes montadoras e o crescimento desmoderado atualmente nos negócios “virtuais”. A “Nova Economia” é fundamentada em tempo real da internet, o que colabora para o andamento dos trabalhos que inovaram com o estilo Home Office. É também tipificado pelo progresso de novas tecnologias de informação.

Atualmente, a “Nova Economia” se baseia no tempo real da Internet, principalmente com o novo modo de trabalho pós-pandemia em 2020, pois as empresas tiveram de se adaptar e o que poderia ser feito presencialmente precisou se reinventar, considerando a real necessidade do cliente, apesar do cenário de instabilidade e alta incerteza. Porém, é o próprio Mandel (2001) que vai prever a diminuição de investimentos em tecnologia por recursos escassos que geram inflação. Especificamente em seu livro “Depressão.com”, o autor abre espaço ao que a sociedade como um todo deve fazer para sobreviver durante a recessão e prosperar em seguida.

A partir dos anos 1990, a “Nova Economia” dá um salto para o que, atualmente, denominamos “Economia da Experiência”, oriunda da internet e da popularização das redes sociais e smartphones. Agora, os aspectos que baseiam e sustentam a economia são as experiências que o consumidor pode ter ao adquirir tal produto ou serviço, sejam eles presenciais, sejam e-commerce e mídias.

O Que o Futuro nos Espera: Estudo e Debate

Com tantas informações de inovações positivas e negativas, o que podemos esperar para um futuro próximo? Sabemos que, por um lado, as inovações podem ser atraentes, isto é, que levam ao desenvolvimento. Por outro lado, vemos economistas, como Mandel, que expõe um certo pessimismo em relação ao futuro.

Quando o ano de 2020 se iniciou, a maioria pensava que seria um bom ano para prosperar nos negócios, nos estudos ou, quem sabe, nos relacionamentos. A verdade é que o ano trouxe consigo uma pandemia da doença COVID-19 e tivemos de nos reinventar, nos adaptar. Começamos a viver uma distopia, como se estivéssemos vivendo um filme, e os aeroportos estavam vazios, as lojas fechadas e muita gente trancada em casa, como se vivêssemos um capítulo de Black Mirror (seriado do streaming Netflix que conta algumas histórias de um futuro não tão distante).

Figura 3.6 - Qual será o nosso futuro?
Fonte: rolffimages / 123RF.

Ninguém foi capaz de imaginar que viveríamos assim por algum tempo. Nem mesmo as melhores previsões, nem os maiores cool hunters (caçadores de tendências) puderam prever uma situação dessa.

Estamos vivendo em um sistema social no qual as inovações não param de chegar a cada momento. Uma grande parte delas nos ajuda com o cotidiano. As inovações digitais tendem a facilitar, a agilizar o processo que tínhamos com pequenas coisas, por exemplo, aquela ida ao banco, que demorava um bom par de horas, é feita, agora, por meio de um toque no seu celular. Foi desenvolvida a Inteligência Artificial, a qual, no momento, serve a nosso favor. A realidade virtual e aumentada já faz parte do nosso dia a dia. Já se tornou comum, dentro da educação formal, vermos escolas particulares que usam esse tipo de realidade em suas aulas. Insistimos, porém, que a inovação não depende da alta tecnologia. Precisamos rever nossos conceitos quanto à sustentabilidade. Inovar também é, por exemplo, viver uma vida sem gerar lixo. Quanto lixo geramos em nossas vidas? Por dia? Por meses? Ou por ano? Atualmente, algumas pessoas já vivem o conceito de zero waste (lixo zero).

Deixamos, aqui, várias perguntas sem respostas para que você, caro(a) aluno(a), futuro(a) profissional, tenha certeza de que, para respondê-las, precisamos nos reinventar a cada dia, com criatividade e ousadia, a fim de sermos capazes de inovar.

Indicação de leitura

O Andar do Bêbado.

Autor: Leonard Mlodinow.

Ano: 2009.

Editora: Editora Zahar.

ISBN: 8537801550.

Comentário: O autor nos mostra como estamos despreparados(as) para lidar com o aleatório, com o imprevisível. De maneira bem-humorada, no livro, são apresentadas maneiras divertidas e ferramentas preciosas para esses momentos, além de como identificar o acaso. A partir daí, podemos fazer escolhas mais assertivas e não deixar que essas fases afetem nossas vidas.

Considerações Finais

Caro(a) aluno(a), talvez você, assim como outros, já deve ter imaginado que a criatividade é um dom para raras pessoas. Ou seja: indivíduos ligados ao meio artístico, que arriscam a sonhar com as coisas mais ousadas.

Chegamos ao término desta unidade, com a certeza de que podemos desenvolver a nossa criatividade. Temos ferramentas para isso e, com a geração de ideias, podemos inovar, sem se prender a preconceitos.  

Novas ideias e informações surgem a cada dia, a cada minuto, e devemos processá-las de modo a entender como usá-las e difundi-las. Por isso, a criatividade tem sido um dos skills mais procurados para a colocação de uma posição profissional. Seja curioso(a), interessado(a), proativo(a). Seja criativo(a)! 

Atividade

Inovação. Uma simples palavra que pode incentivar o desenvolvimento entre as nações. Inovar diante de recursos escassos que existem no planeta, inovar na educação, inovar na iniciativa privada e políticas públicas, de modo a associar e compartilhar informações. O Sistema Nacional de Inovação (SNI) conta com um tripé formado por governo (políticas públicas), universidades (educação formal) e empresas (políticas privadas) justamente para:

organizar os setores privados e públicos e da educação, de maneira a não competirem entre si.

Incorreta: A função do SNI é difundir inovações e não regular setores públicos e privados. Os setores não competem entre si e devem compartilhar informações.

difundir novas tecnologias para serem adotadas e articuladas entre si, com a capacidade de gerar inovações.

Correta: Iniciativas públicas aliadas a uma boa educação e parcerias com iniciativas privadas constituem no que o SNI precisa para gerar inovações e, com isso, o desenvolvimento.

sancionar leis de novas tecnologias para o setor privado alcançar o setor público e da educação.

Incorreta: O SNI apenas difunde novas tecnologias. Não sanciona leis e as políticas públicas são incentivos para que as empresas possam investir em conhecimento.

inserir o setor privado, por meio de novas tecnologias, no mesmo patamar que o setor público.

Incorreta: O SNI difunde novas tecnologias entre o setor privado, público e da educação, de modo que possam compartilhar informações e conhecimento entre si.

garantir que as universidades possam adquirir novas tecnologias por meio do setor público e privado.

Incorreta: A função do SNI é difundir novas tecnologias entre esses três setores, com incentivos públicos, de modo a compartilhar informações e tecnologia entre si.

Atividade

A difusão de inovações tem sido uma das áreas mais identificadas com a comunicação social. Estudos revelam a importância da comunicação para que possamos compartilhar ideias, produtos e avanços sociais. Somente dessa maneira é possível que haja um desenvolvimento expressivo na sociedade. Nesse sentido, por que é tão importante que haja a difusão de inovações?

Porque, ao contrário do que muita gente pensa, a difusão de inovações é a maneira como as pessoas devem se comunicar para discutir a respeito de inovação.

Incorreta: A difusão de inovações serve para socializar as ideias e auxiliar nos objetivos das organizações inovadoras.

Porque, sem a difusão, as inovações são levadas para outros países, como Alemanha, EUA ou Japão.

Incorreta: Infelizmente, ainda não alcançamos o nível de difusão e adoção desses países, os quais têm um índice altíssimo de inovações.

Porque a difusão de inovações visa a estabelecer uma regulação entre os setores públicos e privados, assim como na educação.

Incorreta: Quanto mais tiver inovação, melhor será, pois não há regras de regulação para nenhum setor.

Porque, sem a difusão, as inovações não podem ser socializadas para auxiliar nos objetivos de organizações inovadoras, públicas ou privadas.

Correta: A difusão ocorre de maneira que os setores públicos e privados possam interagir em relação às inovações. Dessa maneira, um sempre ajudará ao outro.

Porque a difusão de inovações leva a um caos desgovernado e as organizações não precisam de caos em suas empresas.

Incorreta: A difusão de inovações nada mais é do que uma socialização das informações sobre inovações. Compete a cada organização querer adotá-las ou não.

Atividade

A “Nova Economia”, expressão cunhada por Michael J. Mandel, em 1996, propõe que pensemos por um viés distinto do que se vivia até então, em que tínhamos uma economia baseada e fincada na indústria. Essa “Nova Economia”, a partir das empresas que vendiam on-line, ou como ele mesmo denominou empresas.com., era baseada em quê?

A “Nova Economia” é baseada nos produtos.

Incorreta: Essa é a base da Economia dos Produtos que oferece o produto já pronto para consumir.

A “Nova Economia” é baseada em commodities.

Incorreta: Essa era a economia baseada em commodities na qual o produtor oferecia o produto bruto para ser transformado.

A “Nova Economia” é baseada nos serviços.

Correta: Ao contrário da economia baseada na indústria que oferecia produtos ao consumidor, a “Nova Economia” está baseada em serviços.

A “Nova Economia” é baseada em difusão de inovações.

Incorreta: Apesar de precisarmos de difusão de inovação, principalmente em torno de novas plataformas, a “Nova Economia” se baseia nos serviços.

A “Nova Economia” é baseada em oportunidades.

Incorreta: Apesar de qualquer economia precisar de oportunidades, essa não é a base da “Nova Economia”.

Unidade Concluída

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