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Unidade 2


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Introdução

Caro(a) estudante, nosso cérebro é um órgão impressionante. A todo momento, cientistas e pesquisadores do mundo inteiro descobrem novas funções e potencialidades que nem pensávamos existir. Para nossa sorte, o mais interessante é que, juntamente com essas descobertas, ganhamos ferramentas que aguçam nossos sentidos e percepções. Assim, podemos avançar na evolução de nossos skills.

Nesta unidade, aprenderemos de que maneira podemos aplicar as metodologias de desenvolvimento da criatividade nas coisas mais básicas e cotidianas da nossa vida pessoal e profissional. Além disso, entenderemos e dominaremos as ferramentas utilizadas para aguçar a criatividade, por meio da análise das estruturas organizacionais para inovação e das novidades relacionadas ao processo do pensamento criativo.

Ferramentas de Criatividade

O cérebro sempre foi um assunto de interesse de cientistas e pesquisadores. Até pouco tempo atrás, sabíamos apenas algumas coisas sobre as funcionalidades desse órgão. Nesse sentido, apesar de vastamente descrito na literatura, o cérebro só foi ser estudado e entendido com mais profundidade na história moderna. Segundo Souza (2020, on-line):

O cérebro é o órgão mais complexo do organismo, situando-se na fronteira da biologia e da psicologia. Ao mesmo tempo em que é o centro controlador de todos os outros órgãos do corpo, possui funções mentais superiores que definem as características básicas do homem. Por isso, surgem muitas dificuldades na definição de suas estruturas e respectivas junções. Devido à natureza da maioria das descobertas das últimas décadas, o conhecimento atual da função cerebral está sob grande influência estruturalista.

A evolução desses estudos se deu na era moderna, portanto, aqui, tentaremos entender melhor como chegamos ao desenvolvimento de todas as ferramentas que temos disponíveis na atualidade.

O que são as Ferramentas de Criatividade

Utilizamos algumas técnicas e metodologias desenvolvidas por especialistas e pesquisadores para aguçar e melhorar nossa criatividade, e implementar uma gestão de inovação. Aqui, falaremos de várias, mas estudaremos com mais afinco somente algumas delas.

Os métodos, técnicas e ferramentas para inovação são os meios fundamentais para aumentar a competitividade e podem ser definidos como o conjunto de métodos, técnicas e ferramentas que suportam o processo de inovação nas empresas, ajudando-as de forma sistemática para atender novos desafios do mercado. (BUCHELE et al., 2015, p. 8)
Figura 2.1: Ferramentas de geração de ideias
Fonte: macrovector / 123RF.

Em geral, as ferramentas de geração de ideias são destinadas a grupos de pessoas que trabalham juntas ou a indivíduos de vários lugares que participam de um grupo heterogêneo. Porém, as ferramentas de criatividade são utilizadas em grupos.

Neste material, abordaremos brevemente cada uma das ferramentas, aprofundando apenas algumas mais específicas.

Ferramentas mais conhecidas

Ferramenta de organização  de pensamentos e ideias através de cognição imagética. É um diagrama, planejado pelo inglês Tony Busan, voltado para gestão de informações, para solução de dilemas e dificuldades. É bastante utilizado para criação de manuais, livros e palestras. Com o máximo de detalhes possíveis, os mapas mentais procuram reproduzir o relacionamento conceitual que estão circulando no ambiente corporativo.  

Ensina como investir em mercados que ainda não foram explorados. Ao analisar cases, como, por exemplo, o Cirque Du Soleil, entende-se que eles redefiniram o conceito de circo ao redor de todo o mundo. W.Chan Kim e Renée Mauborgne, professores e estrategistas, são os profissionais de marketing e empreendedores, que orientam como agir no mar "cheio de tubarões". 

Uma técnica, assim como o próprio nome intui, que define aquilo que é bom o que não é e o que vale a penas ser observado e requer uma reflexão. Assim, é possível,  gerar pelo menos três ideias para a mesma situação. Positivo: aquilo que gostamos na ideia. Negativo: aquilo que não gostamos. Interessante: o que achamos interessante e que merece ponderação.

Em geral, um grupo de 6 pessoas no mínimo devem escrevem em uma folha de papel 3 ideias interessantes a respeito do projeto. Assim, vão passando sempre a sua direita, e quem recebe o papel, completa as ideias anteriores. O Brainwriting permite gerar até 108 novas ideias em somente meia hora.

Técnica criada para ser utilizada em grandes grupos , e dividida em subgrupos com mediadores. Assim, as propostas dadas pelos subgrupos vão sendo levadas aos mediadores, até que se ache uma solução para determinado problema. 

Six thinking hats, os seis chapéus de pensamento, correspondem a uma técnica, desenvolvida por Edward de Bono, para incentivar o pensamento lateral, ou seja, observar de todos os lados e perspectivas do problema. Seis chapéus simbólicos, de cores diferentes são  distribuídos, um para cada participante, em sessões alternadas, e todos devem estar presentes. Cada cor define um tipo de personalidade que o usuário deve eleger a fim de analisar o problema:  o branco - neutro e objetivo, baseado em fatos e números; o vermelho - visão emocional e intuitiva; o preto  -cuidado e precaução (negativo); amarelo - otimismo, pensamento positivo; o verde - criatividade e novas ideias e o azul - calma, organização.

Basicamente a ferramenta elabora  5 perguntas para a solução de um problema: what (o que?); when (quando?); who (quem?); where (onde?) e why (por que?). 

Importante ferramenta de criatividade na atualidade. Uma estratégia usada para vendas, pois as histórias geram comoção, vínculo e identificação. Consequentemente, uma maneira de criar um relacionamento mais positivo com seu público.

Em geral se baseia em dois cenários, o catástrofe e o ideal. Cenário-ideal: Consiste em retratar como o problema em pauta seria “acertadamente” resolvido. Cenário-catástrofe: consiste em projetar a pior conjuntura possível para o mesmo caso, sendo extremamente exagerado com os resultados.

Uma das ferramentas mais conhecidas na atualidade, propõe mudar o foco e o olhar envolvendo a equipe desde o processo do produto ou serviço até a entrega das soluções.

Essas são algumas das ferramentas que mais utilizamos para aguçar e despertar nossa criatividade.

Quando falamos em nos reinventar, devemos procurar interagir com todos os tipos de pessoas. Tendo isso em vista, que tal você juntar algumas pessoas, mesmo que seja a distância, por conferência de vídeo, por exemplo, e testar essas ferramentas? Você vai se surpreender quando perceber que isso pode ajudar a consolidar alguns pensamentos e ideias perdidas.

Brainstorming

O conceito de brainstorming (“tempestade de ideias”) foi inicialmente proposto pelo publicitário norte-americano Alex Faickney Osborn, em 1939, mas publicado apenas em 1953. De acordo com Buchele et al. (2015, p. 9), Osborn argumentava que “esse MTF-I (método, técnica e ferramenta) aumenta a qualidade e a quantidade das ideias geradas pelos membros do grupo”.

Figura 2.2: Brainstorming      
Fonte: trueffelpix / 123RF.

A geração de ideias é apenas uma fase desse processo, entre criatividade e inovação. São inúmeras as empresas que consideram essa ferramenta a mais eficaz para tal propósito. Segundo Mazzotti, Broega e Gomes (2012, p. 2981, tradução nossa):

A técnica de brainstorming é utilizada com a finalidade de gerar o maior número de ideias possíveis acerca de um determinado tema ou questão. O exercício tradicional propõe que um grupo de pessoas, preferencialmente de áreas e competências diferentes, se reúnam a fim de colaborar para uma “tempestade de ideias”, onde as diferenças e experiências de cada uma somadas e associadas às dos outros, formem um longo processo de sugestões e discussões.

Cansado das mesmices das campanhas publicitárias de seus colaboradores, Osborn afirmava que a quantidade de ideias também era primordial para a inovação. O publicitário dizia que, por meio da sabedoria da ideação abundante, era necessário considerar mesmo as ideias mais malucas, sem nenhum pré-julgamento. O pensamento lateral faz parte da técnica de brainstorming.

SAIBA MAIS

Brainstorming

Técnica para uso em equipe, geralmente composta por pessoas especialmente diferentes, com o maior potencial de ideias, desde as mais absurdas até as mais coerentes. É utilizada, principalmente, para a solução de problemas dentro do mundo corporativo. Saiba mais em: https://youtu.be/UCgk_u9Cc6E.

Fonte: Elaborado pela autora.

O pensamento lateral nada mais é do que uma atitude, uma maneira de organizar a informação e gerar ideias por caminhos inovadores e inéditos.

Comunicação e Marketing Criativos

Ao afirmarmos que a criatividade não depende de tecnologias avançadas, é possível concluir que, às vezes, ela se encontra nas pequenas coisas. A criatividade pode estar na esquina, em que um vendedor ambulante vende suas balas com um lembrete original, ou na maneira que um fruteiro encontra para expor suas frutas na feira. Ainda, ela pode estar nos desfiles de grandes estilistas, no caminho do trabalho para casa etc.

Assim, dizer que a criatividade se encontra apenas em aplicativos, computadores etc. é limitar demais o potencial das ideias.

Pensando assim, a criatividade é um elemento básico para muitas pessoas ligadas à publicidade e à propaganda. De acordo com Kotler e Armstrong (2008, p. 27), marketing é “o processo social e gerencial pelo qual indivíduos e grupos obtêm o que necessitam e desejam através da criação, da oferta e da troca de produtos de valor com outros”. Portanto, é um processo por meio do qual as pessoas trocam produtos, objetos, desejos, sonhos, dinheiro etc. E quais são as metodologias mais utilizadas para vender? A publicidade e a propaganda precisam atingir o inconsciente do consumidor e, para tanto, muitas campanhas que temos hoje em dia envolvem a psicologia e o marketing criativo.

Tempos atrás, uma conhecida rede de fast-food pintou de amarelo a faixa de pedestres de uma rua de Zurique, na Suíça, em frente à sua loja, de modo a fazer alusão a um saco de batatas fritas. Essa ação ganhou notoriedade no mundo todo.

Figura 2.3: Marketing criativo (campanha para apresentar vinhos orgânicos)
Fonte: AlinaKho / envatoelements.

Segundo Bragança et al. (2016, p. 6):

Para que a inovação aconteça em uma determinada área do conhecimento, as mudanças devem acontecer desde a formação acadêmica. Se as organizações mudam, modernizam-se, a formação acadêmica deve acompanhar essas mudanças. E não se trata apenas de uma reciclagem, mas, sim, da incorporação de novas práticas em novos contextos.

Faz-se necessário, portanto, um embasamento geral, que diz respeito a como podemos processar a criação e a geração de ideias, de modo a implementá-las corretamente.  

Por meio do marketing, o olhar deve despertar para situações e momentos inusitados. As campanhas e as ações pelas quais nos interessamos devem ser revistas com um olhar mais apurado.

Estrutura e Cultura Organizacional para Inovação

A sociedade atual apresenta-se de maneira extremamente competitiva, diante disso, a inovação é a solução ideal para atender às demandas do cotidiano. Nesse sentido, as empresas precisam se adaptar e se reinventar diariamente, caso desejem prosperar nos negócios.

Figura 2.4: Inovação  
Fonte: Sergey Nivens / 123RF.

A inovação esteve presente em todos os momentos da história, nas mais diversas áreas possíveis. Na esfera organizacional, as inovações têm papel fundamental. O progresso depende de sujeitos inovadores, que implementem novas ideias, vencendo desafios cotidianos. De acordo com Arruda (2017, p. 61):

A inovação através de modelos de negócio é um campo em rápida evolução, apesar de não ser exatamente uma novidade. Segundo Osterwalder e Pigneur, podemos apontá-la em diversos momentos da história, como, por exemplo, no século XV, quando Gutemberg buscou aplicações práticas para seu então recém-criado artefato mecânico para impressão, revolucionando todo o processo de transmissão da informação de uma era. Outro exemplo pode ser dado ainda na década de 50, quando os fundadores da Diners Club disseminaram o uso do cartão de crédito.  

A inovação muda a maneira de agir, criar, entregar e aprender valores. Ela não vem com um manual de instruções, assim, cabe a nós criarmos essa filosofia, em qualquer tempo ou lugar.

No Império Romano, houve uma grande inovação com a construção do Coliseu, local em que aconteciam os “jogos” com escravos. Até hoje, nossos estádios são inspirados no Coliseu, que teve sua construção iniciada no ano 70 d.C.

Ainda segundo Arruda (2017, p. 61),

em uma outra frente de ação para a inovação, temos o campo do design. Ao ampliar seu escopo de atuação nos últimos anos, a disciplina vem sendo propagada, ao longo da evolução e do desenvolvimento da economia e sociedade pós-moderna, como sendo uma ferramenta estratégica de desenvolvimento social, econômico e de competitividade – saindo de um processo exclusivamente operacional de produção para integrar núcleos estratégicos das empresas.  

O design se apresenta hoje como uma das principais ferramentas para os recursos organizacionais de uma empresa, antecipando cenários futuros e atuando na competitividade empresarial, por meio de ferramentas que abordam questões mais abstratas e multifacetadas, tais como design estratégico, metadesign e design thinking. Aqui, especialmente, trataremos da abordagem do design thinking.

Design Thinking

Durante toda nossa vida, como alunos ou profissionais, atualizamos e aumentamos nosso repertório de conhecimentos. Porém, é certo que alguns de vocês já devem ter ouvido falar de design thinking. O que seria isso?

Falar de design thinking é falar de Tim Brown, designer inglês, fundador da IDEO, empresa de consultoria de inovação e criatividade, com escritórios na Alemanha, na China, na Inglaterra, no Japão e nos Estados Unidos. Brown é um dos principais idealizadores do design thinking.

REFLITA

Tim Brown e Design Thinking

“A mensagem é que o design thinking precisa ser praticado nos dois lados da mesa: pela equipe de design, obviamente, mas também pelo cliente. Eu já perdi a conta do número de clientes que entraram pisando duro, dizendo ‘crie para nós o próximo iPod’, mas, provavelmente, já ouvi o mesmo número de designers respondendo (baixinho) ‘me dá o próximo Steve Jobs’. A diferença entre um briefing de design com nível exato de restrições e um briefing vago ou restrito demais pode ser a diferença entre uma equipe entusiástica gerando ideias revolucionárias e uma equipe entregando versões exaustas de ideias existentes”.

Fonte: Brown (2010, p. 24-25).

Conforme nos explica Brown (2010, p. 3):

O design thinking representa o próximo passo, que é colocar essas ferramentas nas mãos de pessoas que talvez nunca tenham pensado em si mesmas como designers e aplicá-las a uma variedade muito mais ampla de problemas.

Primeiramente, você deve estar pensando: por que eu, que não sou designer, preciso aprender essa ferramenta? Antes de mais nada, precisamos conhecer o público-alvo e o problema, dessa forma, a solução aparecerá com mais facilidade. De acordo com Ambrose e Harris (2011, p. 35):

Existem vários métodos de coleta de dados para gerar informações quantitativas e qualitativas. Essas informações, por sua vez, oferecem diferentes meios de identificar, determinar e dissecar as atitudes e os comportamentos do público-alvo, além de ajudarem a entender a abordagem de design adotada por produtos, marcas e empresas concorrentes.

A etapa de definição, o briefing, é justamente a que estabelece o que precisamos para que o projeto seja bem-sucedido. Logo em seguida, está a etapa de pesquisa, que investiga os elementos necessários e realiza as entrevistas com os possíveis usuários, buscando identificar, também, eventuais problemas futuros.

A etapa seguinte produz novas ideias dentro do time, talvez até por meio de brainstorming. A partir daí, os testes de protótipos estarão disponíveis para serem analisados por um grupo de usuários e de stakeholders (acionistas), a fim de chegar ao produto final e à aprovação dos clientes.

Embora esse processo seja aparentemente linear, as etapas vão e vêm, podendo ocorrer reformulações:

Figura 2.5: Processo de design thinking
Fonte: cienpies / 123RF.

Para que o design thinking seja eficaz, precisamos, primeiramente, identificar o problema e o público-alvo, a fim de reunirmos todos os tipos de informações possíveis. Essa é a etapa de briefing, ou seja, é o momento de coletar informações e dados, para que seja possível o desenvolvimento do produto ou do serviço. Segundo Ambrose e Harris (2011, p. 12):

A seleção trata das soluções propostas analisadas em relação ao objetivo de design do briefing. Algumas soluções podem ser viáveis, mas não as melhores. A implementação trata do desenvolvimento do design e de sua entrega final ao cliente.

Somente com a aprovação do público-alvo podemos ter a certeza de que o objetivo inicial do briefing foi atingido. Devemos lembrar que, às vezes, o público-alvo ainda não sabe o que quer, até que você apresente seu produto ou serviço a ele.

FIQUE POR DENTRO

Design Thinking e Projetos da Atualidade

Tim Brown, um dos principais idealizadores do design thinking, fala sobre seus projetos e como essa ferramenta é vista na atualidade. Brown afirma que o design não é o modo de se fazer objetos, mas uma metodologia para resolver problemas e criar inovações capazes de mudar o mundo. Fique por dentro, acesse: https://www.ted.com/talks/tim_brown_designers_think_big?language=pt-br#t-17791.

Fonte: Elaborado pela autora.

Portanto, o design thinking revoluciona a maneira de pensar, por meio de um processo que abrange diferentes etapas (empatia, definição, idealização, protótipo e teste), sem deixar que ocorram falhas no desenvolvimento do produto ou do serviço.

Método Agile e Ferramenta Scrum

O método Agile (ou “manifesto ágil”) acredita que facilitar mudanças é uma ação mais efetiva do que a prevenção. Ou seja, é mais significativo confiar nas habilidades de preparação contra fatalidades. De acordo com Benzecry (2017, p. 14),

“Gerenciamento ágil de projetos” é um termo que vem ganhando força nas últimas décadas, baseado em um conjunto de práticas, ferramentas e técnicas chamado de métodos ágeis. Agilidade ou ser ágil não é simplesmente um adjetivo ou um método pronto, é uma competência de equipes em ambientes de gerenciamento de projetos.

Logo, a fim de que essa competência esteja presente nas organizações, a cultura e estrutura organizacionais, as práticas, as ferramentas e técnicas de gerenciamento, o ambiente de negócios, as vivências, os soft e hard skills de integrantes, as convicções e as incitações, tudo isso ser considerado. Ademais, é necessário otimizar as relações e as responsabilidades de cada um no processo criativo, estudando-se o grupo de procedimentos, processos, condutas e ferramentas que utilizamos na criação de produtos e serviços.

Figura 2.6: Método Agile
Fonte: 301librarians / 123RF.

Segundo Benzecry (2017, p. 15),

agilidade é a habilidade de criar e responder às mudanças, de maneira lucrativa, em um ambiente turbulento de negócios. Ágil é a qualidade de ser ágil, estar de prontidão para movimentar-se, vivacidade, atividade e destreza para movimentar-se.

Por meio da comunidade internacional de desenvolvimento de sistemas de informação, o gerenciamento ágil de projetos foi extensivamente divulgado. Assim, foi concebida uma rede chamada Aliança Ágil, fundada por 17 especialistas em processos de desenvolvimento de software.  

Já o método Scrum tem como base a teoria de controle de processos empíricos. Sua abordagem é reiterada e fomentada para otimizar a perspectiva de controle de possíveis riscos. Ainda, envolve a construção de cada parte do sistema, permitindo a edificação de conjuntos de funcionalidades até que o produto (ou o serviço) chegue ao cliente final. O método Scrum admite a viabilidade do insucesso na primeira vez, permitindo o feedback de seu público-alvo e o aperfeiçoamento em uma próxima etapa.

As metodologias são diversas e diferem quanto ao número de pessoas envolvidas no grupo, à aplicação, às regras e aos conceitos. Mas temos várias técnicas que podem ajudar no seu projeto. Seja um produto, seja um serviço, pessoal ou profissional, aqui você encontra as ferramentas que estava buscando.

Indicação de leitura

Livro: Um chute na rotina  

Autor: Roger Von Oech

Ano: 2003

Editora: Cultura Editores Associados

ISBN: 9788529300221

Comentário: O conteúdo do livro analisa o processo criativo e, para fazer isso, utiliza quatro “personagens”, que seriam, basicamente, o explorador (sempre em busca de novas vivências), o artista (que percorre o caminho das ideias), o juiz (que tem o papel de julgar e decidir) e o guerreiro (que vai à luta para colocar as ideias em prática). A obra traz uma série de estratégias práticas para fazer a criatividade tomar corpo na sua rotina.

Considerações Finais

Caro(a) estudante, conseguimos compreender como funciona nosso cérebro em relação à criatividade e à inovação. Pudemos, então, conhecer as ferramentas utilizadas para acionar a criatividade.

Além disso, analisamos as estruturas organizacionais para inovação e estudamos as técnicas e novidades relacionadas ao processo do pensamento criativo, nomeando cada método utilizado para aguçar a criatividade.

Atividade

Os métodos e as técnicas para criatividade e inovação são meios fundamentais para aumentar a competitividade. Eles podem ser definidos como o conjunto de ferramentas que suportam o processo de inovação nas empresas, ajudando-as de forma sistemática para atender a novos desafios do mercado. De acordo com o enunciado, sobre a criatividade e a inovação, assinale a alternativa correta:

Prejudicam na escolha de um candidato para uma posição em uma empresa tradicional e hierárquica.

Incorreta: A criatividade e a inovação serão sempre algo a mais que o candidato pode oferecer.

Confundem o candidato em uma prova de seleção, pois a criatividade e a inovação são malvistas.

Incorreta: Isso depende de como a prova será aplicada, mas, no geral, a criatividade e a inovação são sempre bem-vistas.

Prejudicam grandes empresas, porque as inovações deverão ser aplicadas de uma forma ou de outra.

Incorreta: Inovações são sempre bem-vindas, mas não necessariamente devem ser aplicadas.

Auxiliam grandes empresas a manterem-se no mesmo caminho, já que estão acertando mais do que errando.

Incorreta: A criatividade e a inovação pretendem mudar os rumos de grandes empresas.

Auxiliam na escolha de um candidato, pois são skills altamente buscados na atualidade.

Correta: Os recrutadores buscam candidatos que tenham essas qualidades.

Atividade

Alex Osborn, publicitário norte-americano, criou um método em que um grupo heterogêneo é guiado e incentivado a fornecer o maior número de ideias para a solução de um problema. Essa metodologia foi chamada de:

Oceano azul.

Incorreta: Ensina como investir em mercados que ainda não foram explorados, analisando cases como, por exemplo, do Cirque du Soleil, que redefiniu o conceito de circo ao redor do mundo.

Design thinking.

Incorreta: Propõe mudar o foco e o olhar, envolvendo a equipe, desde o processo de desenvolvimento do produto (ou do serviço) até a entrega de soluções.

Brainstorming.

Correta: O brainstorming (ou “tempestade de ideias”) faz com que os participantes de um grupo heterogêneo forneçam o maior número de ideias possíveis para a solução de um problema.

5 Ws.

Incorreta: Essa ferramenta faz cinco perguntas: what? (o quê?), when? (quando?), who? (quem?), where? (onde?) e why? (por quê?), mas não prevê um grupo heterogêneo de pessoas lançando várias ideias.

Six hats thinking.

Incorreta: São seis chapéus coloridos distribuídos um para cada participante. Cada cor simboliza uma personalidade que o participante deverá eleger para lidar com o problema, mas não prevê um grupo heterogêneo de pessoas lançando várias ideias.

Atividade

Assim como o brainstorming, o design thinking também utiliza um grupo de pessoas para coletar informações e gerar ideias. Portanto, é necessário que o grupo seja formado por:

Um líder e um grupo o mais heterogêneo possível.

Incorreta: Essa é a composição utilizada no brainwriting.

Um grupo de usuários e stakeholders.

Correta: O design thinking está interessado no seu público-alvo já definido, portanto, utiliza essa composição para não haver “ruídos” na solução do problema.

Seis participantes.

Incorreta: Essa é a composição para o six hats thinking.

Mínimo de seis pessoas, que vão escrever.

Incorreta: Essa é a composição para o brainwriting.

Grandes grupos, divididos em subgrupos de mediadores.

Incorreta: Essa é a composição para o buzz session.

Unidade Concluída

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